quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bond Brands


Na segunda guerra mundial Portugal era um país mítico.

Estava em paz, era barato e cercado pelo Atlântico. Constituía a ponte ideal para o novo mundo.

Fausto Figueiredo tinha criado, em 1953, a Riviera portuguesa e tinha conseguido espalhar esse charme por toda a Europa. Pelo que, para além da neutralidade, da paz, da segurança e da
tranquilidade, o Estoril tinha as praias, os hotéis de luxo e o casino.

Para fugir à guerra, entre 1939 e 1946, passaram pela costa do Estoril mais de 20.000 estrangeiros.

Refúgio de reis, rainhas, príncipes, escritores, realizadores de cinema e anónimos à procura de um local de passagem seguro para recomeçar a sua vida em terra prometida.
A acompanhar este êxodo, a habitual escolta de jornalistas, espiões, diplomatas e polícias em busca de notícias e informações.

A Linha tornou-se num local cosmopolita, longe da guerra e um berço de famílias reais: O rei Humberto de Itália, os condes de Barcelona e o seu filho Juan Carlos, Carlota do Luxemburgo, Eduardo de Windsor e Wallis Simpson, mulher por quem Eduardo abdicou do trono.

O Casino, a discoteca Palm Beach (que abriu nos anos 40), o restaurante Muxaxo, o Pé Leve e a Choupana constituíam então locais de referência. Jean Renoir, Antoine de Saint-Exupery (autor do “Principezinho”), entre muitos outros nomes famosos, aproveitaram o único porto livre e neutral da Europa, contribuindo para que Portugal fosse, nessa altura, um paraíso de glamour no meio da guerra.

Foi nesta atmosfera que Ian Fleming - também de passagem para os E.U.A na companhia do director da inteligência naval inglesa, o Almirante Godfrey - conheceu o casino do Estoril, tendo aqui nascido o seu famoso personagem James Bond, bem como, a sua primeira peça ‘O CASINO ROYALE’.

James Bond surge, então, de um vasto conjunto de influências: da atmosfera vivida no Hotel Palácio, da companhia de Dusko Popov (agente retirado do KGB), mas também, de um conjunto de características do próprio autor que, segundo consta, era muito mulherengo.

Do CASINO ROYALE – casino do Estoril – fica o seu fascínio e a sua experiência pessoal, onde se conta que o próprio tentou levar um alemão à banca rota (no Bacarat), desafio que o fez perder até a camisa, acabando o Almirante Godfrey por ter que pagar as suas dívidas.

Bond nasceu em Portugal, sendo este um dos seus segredos mais bem guardados. Foi ainda neste ‘Aqui’ que Bond se casou no filme ‘On her majesty secret service’ - o único filme de George Lazenby e onde, curiosamente, contracenou com oito Bond Girls tendo, na mesma noite, dormido com sete, acabando por se casar com a oitava que, tragicamente, morreu virgem nos seus braços.

James Bond é, hoje, mais famoso que o Tintin, mais sexy que Matahari, mais poderoso que o Batman e o Super-homem juntos. Mais do que um filme, é uma poderosíssima marca que, em termos económicos, foi capaz de gerar 3,3 biliões de USD em 20 filmes, tendo já sido visto por cerca de metade da população do planeta.

Enquanto marca, é muito bem gerida:

• O mundo tem mudado, mas Bond tem rejuvenescido sempre e, talvez por isso, ostente uma aura intemporal.
• Tem uma formula mágica
• Representa o que os homens gostariam de ser e o que as mulheres um dia gostariam de ter.
• Ninguém optimiza a masculinidade como Bond.
• Possui um conjunto de características únicas e de símbolos, tal como uma verdadeira marca:
James Bond – um nome elegante e viril
007 – um código vencedor
My name is Bond, James Bond – um personal slogan
Para além disso, dispõe de uma identidade musical e de um código visual (bala)
• É sexy
• A sua missão é salvar o mundo
• É tecnófilo
• É incorruptível
• Amante de relógios, champanhe e carros rápidos
• Very British
• Vive rodeado de mulheres bonitas

Por tudo isto, mais do que a marca de um filme, Bond configura uma tipologia de marcas que podemos designar por Bond Brands.

Trata-se de uma super-brand ficcionada, que funciona como uma gigantesca montra comercial, que existe e se desenvolve numa “all stars logic”, como os Jogos Olímpicos ou a Champions League.

Esta Bond brand é, por isso, uma marca colectiva capaz de venderse a si própria, mas que existe, essencialmente, para vender outras marcas, que se organizam em seu redor por layers de proximidade (sponsor principal, second circle ou licensing).

Mais do que uma peça da 7ª arte, cada filme constitui uma arte de product placement. Bond veste Brioni e calça Church`s.

Guia um Aston Martin, um Lótus, um BMW. Fuma Dunhill ou Philip Morris. Bebe Martini ou Ballinger champagne.

O seu código mágico de sucesso vive da trilogia champanhe, relógio e carro, mas a organização da oferta na gestão global da marca leva ao endereçamento de quase todos os públicos. Por exemplo, no filme ‘Golden Eyes’, as marcas OMEGA e BMW apelam para os homens de 35 anos, YSL para as mulheres, Perrier para as audiências mais novas, Aston Martin para os seus fãs mais exigentes e conservadores, o Continente para as famílias.

Nem o Harrods consegue ter tantas secções:

Bond Gadgets (binóculos de bolso, câmaras miniatura, relógios telefone, isqueiros gravador, Visa keyring, bond Ericsson phone, Micor botija de oxigénio);

Bond Cars (Sunbeam, Bentley, Aston Martin, Toyota, Lotus, Ferrari, BMW, e no mais recente filme, um novo Aston Martin e a estreia do Fiat Panda.

Bond Watches (Rolex, Seiko, Omega)

Bond Bar (Beafeeter gin, Black&White whisky, Bollinger champagne, Campari, Cinzano, Dom Perignon, Finland Vodka, Gordons gin, Jack Daniels, Lowenbrau beer, Miller, Monton rothchild, Smirnof vodka, Taittinger, Veuve clicquot e, claro, Martini);

There`s no business like Bond business.

Se James Bond ‘nasceu’ em Portugal e constitui, hoje, uma das marcas colectivas mais bem sucedidas e rentáveis do mundo, será que 007 significa o código de sucesso que Portugal precisa para acreditar em si próprio?

Este precioso segredo que Ian Fleming nos deixou, reeditado no final de 2006, bem pode lembrar-nos a Riviera de outros tempos e, quem sabe, ajudar a projectar Portugal para o mundo das marcas, sem quaisquer preconceitos de ser um país pequeno porque, afinal, conseguiu ser o berço de uma marca tão grande.

Carlos Coelho
Novembro 2006

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ordem Para Casar


Ordem para CASAR ...
com elegância e requinte

A imagem da estação é feita na mistura dos materiais tanto em tonalidades como em aspecto, de forma, a que se realcem e consequentemente se valorizem. Tecidos baços com acetinados; regressam os brilhos Lurex, em pequenos desenhos, que reanimam tecidos de aspecto luxuoso.

A recuperação de uma elegância requintada, de toda a vida, através do eterno Veludo. Os detalhes continuam a ser de influência Smoking, num espírito entre o galã e uma ida ao Casino. Num casamento por realizar de um garboso James Bond...
Nesta sequência o blazer confirmasse mais curto, quase sempre de dois botões, substituindo o conceito do fato completo. As peças funcionam de forma autónoma e contrastam reforçadas pelos diferentes aspectos, valorizando-se de forma mais evidente. O colete tornou-se um item do sportswear, substituído nas cerimónias, pelas faixas de cintura, ou pelo laço, neste momento o must incontornável da estação, em jogos de imaginação QB.
A camisa - branca - de colarinhos de bico, pequenos e caso queira levar o assunto mesmo à séria não se esqueça de uns belos botões de punho - ao contrário do que muitos pensam, não tem de forma alguma de coordenar com o relógio e já que falamos em preferências pense num belo modelo sport, dá-lhe um ar mais jovem e dinâmico.

Como complemento de requinte calce um sapato de atacador verniz e está o look praticamente completo. Falta-lhe o lenço de bolso, dobrado de forma simples e geométrica no bolso de peito, ou ainda uma pequena flor na casa da lapela do casaco, que pode vir directamente do ramo da sua noiva.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Evolução

revista Maxmen

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Atendedor de chamadas


Atendedor de chamadas > Inspiradas no cinema e na televisão


007

O meu nome é Bond, James Bond e sou o agente 007. Se és uma brasa, deixa mensagem para seres a minha Bond Girl. Se és um vilão, deixa mensagem com a tua morada que eu, depois de ter salvo o Mundo, vou aí a tua casa dar-te um pontapé no cu. Piiiiip!

Contribuído por: Inês e Sofia (09/03/2002)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ordem Para Ganhar

«Ordem para ganhar», diz A Bola em manchete, numa primeira página que coloca Paulo Bento e Quique Flores com fundo de filme de James Bond. Por ocasião da final da Taça da Liga, edição de 2009, entre Sporting e Benfica, no estádio do Algarve.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Eventos TOW


TOW: Um Banquete James Bond tem de ser servido a rigor... Smoking e mesa corrida, mesmo quando são centenas os participantes, são condições essenciais em eventos marcados pela emoção e pela irrepetibilidade, como só a TOW sabe fazer...

Evento Bond Nasceu no Estoril organizado pela TOW - Travel Our Way em parceria com a Confluência, JTCE, Hotel Palácio e Marina de Cascais para comemoração do 100º aniversário do escritor Ian Fleming.

http://eventosenegocios.com/user/205/track

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Clínicas Persona

As Clínicas Persona lançaram no passado dia 21 de Março de 2010, data que simboliza o reflorescimento da vida (abertura da Primavera), uma campanha que pretende ir ao encontro da saúde e bem-estar de todos os portugueses.

Todos os indivíduos têm direito a uma vida mais saudável, bem como ao acompanhamento profissional de um nutricionista. Esta máxima é transmitida pela campanha que, no seu estilo de filme de acção com assinatura James Bond-007, deposita na actriz Débora Monteiro o importante papel de uma mulher sensual que, "em legítima defesa da sua saúde", recorre aos tratamentos Persona ("armas" naturais, inócuas e não-invasivas) para alcançar um estilo de vida saudável.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nomes de Empresas

Dois Zero Zero Ordem Para Poupar - Utilidades Para O Lar, Lda


NIF 503436186 Morada da Sede Est. A-Da-Maia 10 A 1500- Lisboa
Forma Jurídica Sociedade por Quotas Capital Social ESC 1.000.000,00
Data Constituição Anterior a 2006
Dissolvida em 04/12/2008


https://www.racius.com/dois-zero-zero-ordem-para-poupar-utilidades-para-o-lar-lda/


007...Ordem Para Brincar - Unipessoal, Lda



NIF 508610931 Morada da Sede Rua de Santa Lúzia, Prédio N . 31, N . 27 3100-483 Pombal
Forma Jurídica Sociedade Unipessoal Capital Social € 5.000,00
Data Constituição 15/12/2008 CAE 47650 - Comércio a retalho de jogos e brinquedos, em estabelecimentos especializados

Última Atualização 24/09/2011


https://www.racius.com/007-ordem-para-brincar-unipessoal-lda/



http://www.infoempresas.com.pt/Empresa_007-ORDEM-BRINCAR.HTML


* Uma empresa de Pombal adoptou a sugestão do site Empresa Na Hora para nome da empresa.



SUGESTÃO DE NOMES DE EMPRESAS NO SITE EMPRESA NA HORA
Exemplos escolhidos aleatoriamente (em 24-06-2008)



http://www.empresanahora.pt/ENH/sections/PT_lista-de-firmas



007...ORDEM PARA BRINCAR
4HIMSELF
A BREVE TRECHO
A GIRAFINHA ENCANTADA
A NATUREZA DA MENTE
A RODA DAS DELÍCIAS
À VISTA DESARMADA
ABÓBODA CELESTE
BALEIAS E DELFINS
CAIXAS & CAIXINHAS
CALÇADA DOS GIGANTES
CORRENTE DA VIDA
CORRENTE DESCRITIVA
CRIAR O PARAÍSO
CRISOBERILO



(...)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Procura-se!


Procura-se: James Bond quer mulher perigosa para relacionamento superficial.

Autor: Zed
Diário Económico / 2006

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os Émulos 007



Por meados do Século XX, o fenómeno heróico e comercial logrado por James Bond 007, além de revitalizar excepcionalmente o género de espionagem no cinema e na literatura, gerou o aparecimento, efémero ou sequenciado, de diversos agentes secretos referenciáveis por uma sigla numericamente similar. As características dos produtos e dos protagonistas eram parecidas, e as proezas decorriam sobretudo na Europa - aliás indiciando uma origem de fabrico, embora por vezes se conotassem operacionais americanos que intervinham no estrangeiro. Um dos mais populares e trepidantes foi OSS 117 (Hubert Bonisseur de la Bath), logo em fitas com Kerwin Mathews dirigido por André Hunebelle. Cabe ainda destacar OSS 77 (Robert Kent), um sucedâneo italiano, de aliciantes eróticos e exóticos. Ou 077 (George Farrell), que chegou a cumprir uma Missão em Lisboa (Espionage in Lisbon - 1965 - Fréderic Aycardy) - entre vários que em Portugal enfrentaram ameaças científicas, tráficos de tecnologia e outras crises entre as superpotências. Sem esquecer que até Bond andou por cá - na pele de George Lazenby, como 007 Ao Serviço de Sua Majestade (On Her Mejesty’s Secret Service - 1969 - Peter Hunt).

O nosso cinema chegou a investir na fórmula, com destaque para Operação Dinamite (1967 - Pedro Martins) com Nicolau Breyner, e 7 Balas Para Selma (1967 - António de Macedo) com Florbela Queiroz & Sinde Filipe.

Assinala-se também um outro tipo de personagens que fizeram culto, muitas vezes pela própria carisma dos intérpretes - como Michael Caine no míope e introvertido Harry Palmer (sobre romances de Len Deighton); ou Eddie Constantine no duro e insolente Lemmy Caution (segundo Peter Cheney), que Jean-Luc Godard celebrou em Alphaville (1965).

Aliás, também os americanos se deixaram envolver - entre a rivalidade heróica e a competição cinéfila. É o caso de Matt Helm - a partir de 1966, encarnado com mais devoção que eficácia por Dean Martin; ou de Derek Flint - a que James Coburn atribuiu uma personificação emblemática, mesmo nas situações mais embaraçosas. Outra experiência exemplar, já para a televisão, foi a série The Man From Uncle - cujos notórios Napoleon Solo (Robert Vaughn) e Ilya Kuriakin (David McCallum) chegaram a exibir-se nos cinemas. Voltando a Inglaterra, Richard Johnson foi um refinado Bulldog Drummond a partir de 1967, tão elitista como cosmopolita. Uma visão perturbante e realista surgira, entretanto, explorada por Martin Ritt em O Espião Que Saiu do Frio (1965), com Richard Burton, sobre a obra de John Le Carré.

Foi ainda a explosão espectacular de 007 que fez saltar Monica Vitti como Modesty Blaise (1966 - Joseph Losey), a partir da banda desenhada; ou que detonou as sagas de Danger Man, Mission: Impossible, I Spy e o humor de Mel Brooks em Get Smart, pelo pequeno ecrã. Aliás, numa combinação irresistível entre dois operacionais britânicos, James Bond e Harry Palmer, Austin Powers, o Agente Misterioso (1998 - Jay Roach) celebra uma paródia irresistível aos agentes secretos, ao mundo da espionagem - estilizada entre a guerra fria, o amor livre e uma sofisticada tecnologia - enfim, aos excitantes e nevrálgicos anos ’60.

José Matos Cruz, IMAGINÁRiO167 (+)